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PERGUNTAS FREQUENTES

Respostas às dúvidas mais comuns sobre a Wicca Alexandrina

O QUE É A BRUXARIA TRADICIONAL BRITÂNICA?

“Wicca Tradicional Britânica” (British Traditional Witchcraft, ou BTW como costumamos abreviar) é composta de duas tradições de bruxaria moderna, pagã e iniciática. Isso significa que é um reduto fechado, ou seja, só participam ou testemunham rituais dela quem for formalmente admitido e não existe nenhuma parte das atividades que seja aberta a não iniciados. Tudo é interno.


A primeira dessas duas tradições é chamada Gardneriana, por derivar em estilo e linhagem de um homem chamado Gerald Gardner, um famoso bruxo inglês e quem devemos o desenvolvimento da Wicca como ela é hoje.
Já a Tradição Alexandrina passou a ser conhecida assim em referência aos fundadores e divulgadores dessa vertente, o casal inglês Alex Sanders e Maxine Sanders, que eram bem públicos na mídia.

COMO FUNCIONAM AS ATIVIDADES DA TRADIÇÃO ALEXANDRINA?

A tradição funciona em grupos de praticantes chamados covens. Esses covens normalmente são liderados por uma Alta-Sacerdotisa ou um Alto-Sacerdote (ou ambos), mas mais comumente por uma mulher.

COMO SÃO OS ENCONTROS DOS COVENS?

Os encontros de um coven são de dois tipos: um seria para fazer magia (reuniões chamadas de "esbats", normalmente feitas em noites de lua cheia) e o outro tipo seria para celebrar pontos de poder ao longo do ano (trocas e ápices das estações do ano, as “marés de poder”) que chamamos de "Sabbats".


Esses poderes da natureza celebrados nessas ocasiões são também representados por deuses. Normalmente por pelo menos um casal de deuses: uma Deusa gentil e graciosa, relacionada aos dons da vida, e um Deus terrível e poderoso, relacionado ao pós-vida, ao além e à morte. Ambos representam ciclos de fertilidade.

TODOS OS COVENS DA TRADIÇÃO ALEXANDRINA ADOTAM AS MESMAS PRÁTICAS? COMO É O TREINAMENTO DOS INICIADOS?

Existe uma base para as práticas Alexandrinas desde a época da criação da Tradição que não muda, mas há espaço pra evolução. Covens (grupos) são livres para experimentar diversas formas de atividades mágicas e oferecem apoio ao desenvolvimento dos iniciados. Iniciados normalmente aprendem a desenvolver habilidades psíquicas e espirituais ao longo de um treinamento contínuo modular, que é composto por atividades que os iniciados realizam em casa todos os dias, progressivamente, além de encontros para treinamento presencial, onde o iniciado tem oportunidade de colocar as práticas individuais em uso, aliando as técnicas, gestos, invocações, uso de instrumentos ritualísticos e mágicos, etc.

OS ENCONTROS ACONTECEM EM UMA ESPÉCIE DE CENTRO OU EM LUGARES ESPECÍFICOS?

Como é tudo muito privativo, e as pessoas que se encontram são trabalhadores comuns, normalmente a sede é a casa de uma das pessoas integrantes do grupo, em um local reservado ou preparado para as reuniões. Pode existir uma sala reservada em tempo integral como Templo do grupo ou não, já que o templo nessa forma de bruxaria pode ser montado em qualquer lugar, conforme a necessidade. Chamamos esse templo temporário de "Círculo Mágico", que é traçado ao começo de cada ritual, e então se faz tudo dentro deste Círculo e ao final esse Círculo é dispensado, devolvendo a normalidade doméstica ao ambiente, se necessário.

E QUEM MORA LONGE DO COVEN, EM OUTRA CIDADE OU ESTADO, COMO FAZ?

As pessoas têm suas práticas em casa (e treinam nesse espaço que elas definem, que não precisa ser exclusivo pra isso, pode ser o quarto delas, a sala de casa - se elas conseguirem fazer isso com privacidade), e sempre que podem se juntam ao coven. Quem mora mais perto normalmente consegue estar mais presente, mas quem mora longe se organiza para visitar o coven com regularidade para treinar e tirar dúvidas.

NOS ENCONTROS DOS COVENS SÃO EXPLORADOS OS DESENVOLVIMENTOS E DIRETRIZES INDIVIDUAIS E O COLETIVO?

Suponha que uma pessoa peça ajuda com sua situação de saúde ao coven. Então o coven se reúne (com autorização expressa de quem solicitou, nunca sem autorização) e faz um rito de cura para a pessoa solicitante. Esse seria um exemplo de trabalho prático em grupo. Já o treinamento individual, ou seja, de cada membro de grupo, é assunto que deve ser tratado exclusivamente entre iniciado/iniciada e tutora/tutor, e não deve ser dividido nem entre iniciados do grupo, para que não haja comparações, já que cada pessoa tem seu tempo e condições.

COMO A TRADIÇÃO ALEXANDRINA VÊ AS RELAÇÕES HOMOAFETIVAS?

Na Tradição Alexandrina não se faz nenhuma diferenciação entre as diversas orientações afetivo-sexuais. Há muitas pessoas homossexuais e bi/pansexuais iniciadas na Tradição, e isso não afeta em nada suas práticas e treinamento com relação aos das pessoas heterossexuais.

É NECESSÁRIO PAGAR ALGUM VALOR PARA SER INICIADO NA TRADIÇÃO ALEXANDRINA?

Não é permitido se cobrar por iniciação na Tradição Alexandrina (iniciação não se vende), é comum apenas a divisão das despesas dos rituais entre o coven.

É NECESSÁRIO SABER INGLÊS PARA SER INICIADO NA TRADIÇÃO ALEXANDRINA?

Cada coven trabalha de uma forma diferente com relação a isso, visto que muito do material de estudo da Tradição Alexandrina está em inglês. Os covens da Linha Hibernian no Brasil, entretanto, não exigem conhecimento prévio da língua inglesa como requisito para iniciação.

VOCÊS TEM ALGUM NOME ESPECÍFICO PARA A DEUSA E O DEUS? ADORAM ALGUMA DIVINDADE OU PANTEÃO?

Temos os Deuses da Craft (Arte), cujos nomes, que não costumam ser mencionados fora do círculo mágico. Além disso, cada Coven também pode escolher trabalhar com Deuses ou panteões específicos.

PODEM RECOMENDAR ALGUNS LIVROS PARA QUEM QUER SABER MAIS SOBRE A TRADIÇÃO ALEXANDRINA?

Se puder ler "O deus das feiticeiras" de Margaret Murray, seria bom para diversas bases históricas. Recomendamos também o livro "Origens mágicas da Wicca", que foi lançado faz pouco tempo em português, cuja autora é uma bruxa inglesa muito respeitada. Esse livro é mais histórico, existem outros que dão mais noções de prática. 


"A Bruxaria Hoje" e "O Significado da Bruxaria" são fundamentais para quem envereda por este caminho. O mais clássico para se ter uma noção geral da ritualística, embora não reflita necessariamente práticas específicas da tradição Alexandrina (mesmo que os autores tenham sido iniciados pelo casal Sanders) é o livro "A Bíblia das Bruxas", de Janet e Stewart Farrar, que une duas publicações desses autores em um volume só ("8 Sabás para Bruxas", publicado também em português, e "Witches Way", sem tradução para o português). O livro "What Witches Do", também dos Farrar, é uma boa referência.

 

Por fim, "Aradia: o Evangelho das Feiticeiras", de Charles Leland, é um dos registros documentais mais antigos sobre a sobrevivência de uma bruxaria antiga Européia e uma religião pagã de adoração à Deusa, e se tornou inspiração essencial para a ressurreição e reconstrução de crenças mágicas nas práticas modernas de Wicca e NeoPaganismo no Século XX.

E VÍDEOS? VI QUE HÁ VÁRIOS NO YOUTUBE...

Há um documentário muito bom chamado "A Very British Witchcraft", apresentado por um famoso historiador inglês especializado em bruxaria, Ronald Hutton, e que traz toda a contextualização do surgimento desses movimentos nos anos 50:
https://www.youtube.com/watch?v=AY9uHJ93AXQ

 

Um vídeo um pouco mais sensacionalista, mas estrelado pelo grupo Alexandrino dos anos 60, é o "Legend of the Witches", que ilustra bem algumas das práticas, experimentações e estéticas daquela época e pode ser bom para dar uma noção da ambientação e da aura da época e dos trabalhos.

 
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